Como já dizia Natalie Imbruglia, ‘Ilusão nunca se transformou em algo real’
Débora de Cássia Martins
14 de nov. de 2025
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A ilusão é uma percepção distorcida da realidade, causada por um engano dos sentidos que leva a uma interpretação incorreta do que é real.
É como olhar para um pé de manga, ver seus frutos e comê-los e jurar de pé junto que um dia vai sair morango de lá.
Às vezes essa ilusão fala de uma incapacidade - ou medo - de se dar conta de que a manga faz mal, mas ‘melhor uma manga do que passar fome’. Veja, não é que se gosta da manga ou que se queira a manga, mas é tão assombrosa a ideia de não ter o que comer que se cria uma fantasia sobre ela: eu ‘amo’ essa manga a tal ponto de acreditar que um dia ela dará outro fruto, mais gostoso, mais docinho, menos bichado, menos indigesto.
Pode-se cuidar da mangueira oferecendo nutrientes tais que os frutos possam ficar mais agradáveis, mas nunca se mudará o que ela oferece: sempre será manga. Se a manga é indigesta para você não é porque você nutre e cuida que ela se tornará digesta.
Diante de mangas indigestas sempre caberá um decisão: se iludir acreditando na mudança irreal e sofrer com isso ou aceitar a realidade e sofrer com isso também (já que desiludir dói), mas com a esperança de encontrar frutas mais digeríveis.
Verdades doem, mas elas trazem graus de liberdade.
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